BUSCA
Minha infância é hoje
aquele peixe de prata
que me escorregou da mão
como se fosse sabão.
Mergulho no antigo rio
atrás do peixe vadio
— Quem viu? Quem viu?
Minha infância é hoje
aquele papagaio fujão
No ar, sua muda canção.
Subo nos galhos da goiabeira
atrás do falaz papagaio
— Me segura, me segura
senão eu caio.

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