sem nada a fazer escrevo à rede
de minha varanda, a tarde desce
se alevantam os corações em preces
como há de ser após a sede
saciada, alimentada a alma
o corpo lentamente se esmorece
chega a noite, o manto escuro fenece
as ilusões, me vem a calma
é hora de conciliar o sono
restos diurnos assomam em imagens
do subconsciente eu fico tonto
tantas lembranças que não se apaguem
que cheguem como tal em fantasias
sem estas o cru, o cruel,
o mais que fartar, o mel,
seriam demais, em agonias

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