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segunda-feira, fevereiro 20, 2023

237. ARIEL. Sylvia Plath

 

Sylvia Plath ARIEL Estase no escuro. E um fluir azul sem substância De rochedos e distâncias. Leoa de Deus, Como nos unimos, Eixo de calcanhares e joelhos! — O sulco Divide e passa, irmão do Arco castanho Do pescoço que não posso pegar, Olhinegras Bagas lançam escuros Ganchos — Goles de sangue negro e doce, Sombras. Algo mais Me arrasta pelos ares — Coxas, pêlos; Escamas de meus calcanhares. Godiva Branca, me descasco — Mãos mortas, asperezas mortas. E agora Espumo com o trigo, um brilho de mares. O choro da criança Dissolve-se no muro. E eu Sou a flecha, Orvalho que voa Suicida, e de uma vez avança Contra o olho Vermelho, caldeirão da manhã.

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