saudade fazenda Mansão
do Pé do Morro, do velho Elói
catingueiro um herói
de Maracás um mundão
água numa só barroca
de um lado só pra gente
do outro pra criação para a tropa
cabras bois galinhas jumentos
chuva só de dezembro a março
assim mesmo quando em vez
de viés, sofria a rês
pingo d'água nem a laço
saudade mesmo assim no peito
terra calcinada no esturrico
a pobreza, o amor rico
choro fácil, coração ao eito

Nenhum comentário:
Postar um comentário