À hora certa começa o cântico de louvor. O som um tanto além do desejável, beirando os 90 decibéis. O mais saudável seria a 80 decibéis. Mais liberdade teria quem está com a palavra se apusesse o microfone sobre o púlpito e com o braço livre pudesse tanto levantar os braços aos céus quanto batesse no peito numa mea culpa, mea culpa, maxima culpa. Uns que chegam antes de assentar-se se ajoelham numa prece rápida. Outros a cantar levantam os braços aos céus. Outros a cabeça para o chão circunspectos. Ainda uns bailam ao ritmo da música sacra. Predomina a exaltação de afeto. Ambiente antidepressivo. Também há espaço menor para a contrição. Esta a igreja evangélica que vi.
Charles Fonseca

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