NA VALSA DA SOLIDÃO
Charles FonsecaAi, em mim quanta tristeza,
Ver teu rosto sempre rindo
Falsamente e eu me indo
De roldão na tua esperteza
Eu girando qual pião
Amarrando-me aos teus pés
Tu sorrindo eu ao revés
Amando volteio em vão.
Tal qual uma carapeta
Na valsa da solidão
Gira o mundo de roldão
Alegria em tristeza
Tua mentira é verdade
Rastejas no amar profundo
Teu céu é só o teu mundo
No templo da falsidade
No entanto quero amar-te
Não mais ver-me eu em trilha
Da ilusão que suplicia
Ante todos e eu sou parte.

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