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quarta-feira, setembro 16, 2020

O VÔO. H. Dobal

 

No vôo cortante da tarde 

 H. Dobal 

 O VÔO 

 Dói o domingo no ninho dos tédios. 
 Dói o verão: esta pele seca estirada sobre os ministérios vazios. 
 Dói o clube dos domingos. 
Dói o rito dos domingos: o amargo esporte de viver. 
O amargo esporte de esquecer.  
Dói a divisão da vida: o pão subtraído, o peixe poluído, a paz envenenada. 
 Dói o voo cortante desta tarde.

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