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domingo, março 15, 2020

BAMBOLÊ. Charles Fonseca. Poesia

BAMBOLÊ
Charles Fonseca

Com o tal coronavirus
vou andar de bambolê
um que caiba eu e você
abraço beijo rabicho

o que sinto dá uma febre
mais quente do que tição
noites de São João
minha gata em mim se inscreve

tal qual em xilogravura
o teu nome ma minh'alma
teu beijo não me acalma
quero mais é a natura

que me toma todo o corpo
é uma corrente elétrica
dedo do pé à careca
que não sou aguenta um pouco

até o êxtase te encaminho
quase que eu em desmaio
em ti afundo não saio
e tu, mulher, que docinho!

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