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sábado, julho 06, 2019

GRILHÕES. Charles Fonseca. Poesia.

GRILHÕES
Charles Fonseca

Bateu saudade morena
dos tempos do nunca mais
daqueles dos meus avais
por ti chorei, que pena,

dos frutos do mal passado
das flores tão cedo débeis
de todos os efes e erres
de todo o abecedário

dos frutos que foram pecos
dos nossos que por um triz
daqueles bem de raiz
da mesma cepa, não cedo

não quero ouvir teus segredos
não, pra sempre em vão
não chores agora estão
não mais grilhóes em meus dedos


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