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segunda-feira, julho 15, 2019

A NORMA. Charles Fonseca. Poesia.

A NORMA
Charles Fonseca

na boda do amigo seu
lacrou em pedra e cimento
prisioneiro detento
amizade arrefeceu

ninguém me ama chorava
ninguém me quer também
a norma a querer bem
abortou um ser já alma

tinha a pele nacarada
boneca de bibelô
abaeté sufocou
alma já encarnada

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