Charles Fonseca
Quando se perde a esperança é que mais dói
aquela réstea de luz de um querer tardio
que iluminou a alma em noite de estio
ou quando o luar triste no ser corrói
aquela fortaleza que trinca a base
abre fissuras e de alto a baixo risca
que nem jarra frágil cristal de era prisca
ou amortece o amor ultima a fase
de dar a volta por cima ainda há vida
reconstruir o forte juntar as pedras ficadas
ao Deus dará sob heras abandonadas
ao limo ou sol a sol, vida sofrida.

É isso aí; às vezes a esperança é a última que fica.
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