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Teologia da Libertação é um movimento supra-denominacional de teologia política, que engloba várias correntes de pensamento[1] que interpretam os ensinamentos de Jesus Cristo em termos de uma libertação de injustas condições econômicas, políticas ou sociais. Ela foi descrita, pelos seus proponentes como "uma interpretação da fé cristã através do sofrimento dos pobres, sua luta e esperança, e uma crítica da sociedade e da fé católica e do cristianismo através dos olhos dos pobres",[2] mas outros a descrevem como marxismo cristianizado. [3]
Embora a teologia da libertação tenha se tornado um movimento internacional e inter-denominacional por acolher de forma inclusiva e fraternal os valores das Religiões do Oriente, da Umbanda, do Espiritismo, do Islamismo e do Xamanismo, ela começou como um movimento dentro da Igreja Católica na América Latina nos anos 1950-1960. A Teologia da libertação surgiu possivelmente como uma proposta de alternativa de reação moral e sobrenatural à pobreza causada pela injustiça social naquela região. O termo foi cunhado em 1971 pelo peruano padre Gustavo Gutiérrez, que escreveu um dos livros mais famosos do movimento, A Teologia da Libertação. Outros expoentes são Leonardo Boff do Brasil, Jon Sobrino de El Salvador, e Juan Luis Segundo do Uruguai.[4][5][6] Como boa parte dessa geração está aposentada ou já faleceu, alguns novos nomes estão despontando para substituí-la, como por exemplo o promissor teólogo sul-matogrossense João Paulo Timoteo da Silva [7], Dom Adriano Ciocca Vasino e Dom Paulo Sérgio Machado.
Um dos mais dinâmicos e aguerridos polos de irradiação da Teologia da Libertação na América Latina é a Unisinos, instituição de ensino superior jesuíta do Rio Grande do Sul, que acaba de promover o Congresso Continental de Teologia[8]. Com base nos 50 anos do Concílio Vaticano II, esse Congresso propõe uma leitura mais progressista do Concílio que contraste com a versão oficial retrógrada do Vaticano que organizou um Sínodo em Roma sobre a mesma efeméride.[9].
A influência da teologia da libertação diminuiu após seus proponentes, e seu movimento serem admoestados pela Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) em 1984 e 1986. A Santa Sé criticou certos conceitos da teologia da libertação como a focagem de pecado institucionalizado ou sistêmico, excluindo os criminos individuais, e o incentivo a luta de classes.[10][11]
sábado, dezembro 22, 2012
Teologia da Libertação
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