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sexta-feira, junho 15, 2012

Clarão.

Clarão
Afonso Henriques de Guimaraes Neto

e os tambores que soam sendo sombras
dos sorrisos de amor, fogo de outrora,
eis refulgem na cinza desta hora,
luz a corroer a pedra mais escura.

ah que esta dor na alma é que perdura
rente ao nojo dos anjos, flama impura,
relâmpago a transmudar-se em poesia,
astro que consola energiza cura.

o verso é esta pedra viva, pão
da luz, claro segredo inviolado
a preencher de sonho o que era ausência,

muda forma do amor reconquistado
pelo fulgor do coração em fúria
(estrelas bebem deste sumo intato).

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