In-definições
Ania Reis de Aragão
I
A vida é dádiva.
A palavra é dúvida.
A pura dor é lágrima.
O sincero riso é música.
O tempo é mágica.
O corpo, estética.
A alma, eclética.
A certeza é mítica.
A verdade é ótica.
A ilusão, caótica.
Lógica, a matemática.
A arte, poética.
A virtude, ética.
Toda ação, política.
Uma luta, cívica.
A paz, idílica.
É lírico o ósculo.
O pecado, crônico
O inferno é lúdico.
O céu é índigo.
O sonho é código.
A natureza, cênica.
Direito, retórica.
Uma herança, histórica.
A mentira é prática.
O humor é crítica.
A razão, semântica.
A nostalgia, romântica.
A rígida crença é dogma.
A angústia é Kafka.
O sexo é química.
É química o amálgama.
A coragem, digna.
A loucura, estigma.
A união, paradigma.
A paixão é súbita.
O amor é magma.
E a morte, enigma.
II
A vida é dúvida.
A palavra, dádiva.
(...)
O amor, enigma.
E a morte, súbita.
III
A vida é enigma.
A palavra é música.
(...)
O amor, amálgama
E a morte, lágrima.
IV
(...)
sexta-feira, dezembro 16, 2011
In-definições. Ania Reis de Aragão. Poesia
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