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segunda-feira, outubro 03, 2011


Provérbios, 7

1.Meu filho, guarda as minhas palavras e conserva contigo meus preceitos.
2.Observa meus mandamentos e viverás; guarda a minha lei, como a pupila dos teus olhos.
3.Prende-os em teus dedos e inscreve-os nas tábuas do teu coração.
4.Dize à Sabedoria: “És minha irmã!” e chama a prudência de “amiga”,
5.para que te preserve da mulher estranha, da alheia que tem palavras sedutoras.
6.Estava eu à janela de minha casa quando, olhando pelas grades,
7.observei, entre os ingênuos, entre os adolescentes, um jovem insensato.
8.Ele passou pela praça, junto à esquina, e se dirigiu para a rua daquela mulher.
9.Era já escuro, entardecendo o dia, no meio das trevas e da escuridão.
10.De repente, vem-lhe ao encontro a mulher, enfeitada como meretriz, ardilosa no coração, loquaz e atrevida,
11.cansada do silêncio e não conseguindo manter os pés dentro de casa.
12.Ora nas praças, ora nas ruas, ela fica armando ciladas junto às esquinas.
13.Pegando o jovem, ela o beija e, com ar deslavado, o lisonjeia, dizendo:
14.“Prometi sacrifícios pela saúde reencontrada e hoje paguei minhas promessas.
15.Por isso é que saí à tua procura, desejando ver-te, e te encontrei.
16.Cobri minha cama com colchas, com tecidos multicores de linho do Egito.
17.Perfumei minha alcova com mirra, com aloés e cinamomo.
18.Vem, embriaguemo-nos de prazer, até o amanhecer desfrutemos do amor.
19.Pois meu marido não está em casa, partiu para uma longa viagem;
20.levou consigo a bolsa do dinheiro e só na lua cheia voltará.”
21.Com tantas palavras ela o enredou, e o arrastou com as artimanhas dos seus lábios.
22.O insensato a segue como um boi conduzido ao matadouro, como a caça presa no laço,
23.até que a flecha lhe atravesse o fígado. É como o pássaro que voa para a armadilha, sem saber que sua vida corre perigo.
24.Agora, pois, meu filho, escuta-me; presta atenção às palavras de minha boca.
25.Não se extravie a tua mente nos caminhos dessa mulher, nem te deixes enganar com suas trilhas.
26.Pois a muitos ela fez cair, feridos, e até os mais valentes foram mortos por ela:
27.a sua casa é o caminho do Abismo, caminho que desce até as entranhas da morte.

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