Doenças cardiovasculares
Exames de diagnóstico
Existe uma ampla série de exames e de procedimentos para facilitar e tornar mais preciso o diagnóstico. Incluem registos da actividade eléctrica do coração, radiografias, ecocardiogramas, ressonância magnética (RM), tomografia por emissão de positrões (TEP) e cateterismo cardíaco.
Estes exames, habitualmente, só têm um leve risco, que aumenta com a complexidade do procedimento e a gravidade da doença cardíaca subjacente. Relativamente ao cateterismo e à angiografia, a possibilidade de surgir uma grande complicação (como um acidente vascular cerebral, um enfarte ou a morte) é de 1 em cada 1000. A prova de esforço tem um risco de 1 em 5000 de provocar um enfarte ou a morte. Na realidade, o único risco dos exames com isótopos radioactivos provém da pequena dose de radiação que o doente recebe, a qual é de facto menor que a recebida pela maior parte dos exames com raios X.
Electrocardiograma
Um electrocardiograma é um método rápido, simples e indolor, no qual se amplificam os impulsos eléctricos do coração e se registam num papel em movimento. O electrocardiograma (ECG) permite identificar o pacemaker natural que inicia cada novo batimento do coração, as vias nervosas de condução dos estímulos e a velocidade (frequência) e o ritmo cardíacos.
Para registar um ECG, colocam-se pequenos contactos metálicos (eléctrodos) sobre a pele dos braços, das pernas e do tórax do doente, que medem a intensidade e a direcção das correntes eléctricas do coração durante cada batimento. Cada eléctrodo está ligado através de cabos a uma máquina que regista um traçado específico, que varia segundo o eléctrodo. Cada traçado representa o registo da actividade eléctrica de uma parte do coração; os diferentes traçados denominam-se derivações.
Habitualmente, faz-se um ECG todas as vezes que se suspeita de perturbações cardíacas. Este exame facilita a identificação de um certo número destas perturbações, incluindo ritmos anormais, chegada insuficiente de sangue e oxigénio ao coração e uma excessiva hipertrofia (espessamento) do músculo cardíaco, que podem ser a consequência de uma hipertensão arterial. Um ECG evidencia também quando o músculo cardíaco é fino ou inexistente por ter sido substituído por tecido não muscular; este quadro pode ser o resultado de um ataque de coração (enfarte do miocárdio).
ECG: interpretação das ondas
Um electrocardiograma (ECG) representa a corrente eléctrica que circula através do coração durante uma contracção; cada parte do ECG é designada alfabeticamente. Cada batimento cardíaco começa com um impulso do pacemaker fisiológico principal do coração (nódulo sino-auricular). Este impulso activa primeiro as cavidades superiores do coração (aurículas). A onda P representa esta activação das aurículas. Depois, a corrente eléctrica flui para baixo, na direcção das câmaras inferiores do coração (ventrículos). O complexo QRS representa a activação dos ventrículos. A onda T representa a onda de recuperação, enquanto a corrente eléctrica difunde-se para trás sobre os ventrículos na direcção oposta.
No ECG detectam-se muitos tipos de anomalias. As mais fáceis de compreender são as do ritmo dos batimentos cardíacos: demasiado rápido, demasiado lento ou irregular. A leitura de um ECG permite, em geral, que o médico possa determinar em que parte do coração começa o ritmo anormal e pode então proceder ao diagnóstico.
Prova de esforço
As provas de resistência ao exercício proporcionam informação acerca da existência e da gravidade da doença arterial coronária e de outras perturbações cardíacas. Uma prova de tolerância ao esforço, que permite controlar o ECG e a pressão arterial durante a mesma, pode demonstrar problemas que não apareciam em repouso. Por exemplo, se as artérias coronárias estão parcialmente obstruídas, o coração pode ter um fornecimento de sangue suficiente em repouso, mas não quando se efectua alguma actividade física. Uma prova funcional pulmonar simultânea permite distinguir as limitações provocadas por doenças cardíacas, doenças pulmonares ou a combinação de ambas.
A prova consiste em pedalar numa bicicleta ou caminhar sobre um tapete rolante a um determinado ritmo que aumenta gradualmente. O ECG controla-se de forma contínua e a pressão arterial mede-se com intervalos. A prova de tolerância ao esforço continua até a frequência cardíaca alcançar 80 % a 90 % do valor máximo possível de acordo com a idade e o sexo. Se os sintomas, como dispneia ou dor torácica, provocarem um mal-estar importante ou se aparecerem anomalias relevantes no ECG ou no registo da pressão arterial, a sessão interrompe-se antes.
Quando por alguma razão não é possível efectuar aquele exercício, pode ser levado a cabo um electrocardiograma de stress, que proporciona uma informação semelhante à da prova de tolerância ao esforço sem praticar exercício. Para isso, injecta-se um fármaco como o dipiridamol ou a adenosina, que aumentam o fornecimento de sangue ao tecido cardíaco normal e diminuem o fornecimento de sangue ao tecido doente, o que simula os efeitos do exercício físico.
A prova de esforço sugere a presença de uma doença arterial coronária quando aparecem certas anomalias no ECG, quando o doente desenvolve uma angina ou a sua pressão arterial diminui.
Nenhum exame é perfeito. Às vezes detectam-se anomalias em doentes que não sofrem de doença coronária (falso resultado positivo) e outras vezes não se detectam nos que efectivamente a têm (falso resultado negativo). Nos doentes que não apresentam sintomas, sobretudo se são jovens, a probabilidade de ter uma doença coronária é baixa, apesar de uma prova alterada. Não obstante, a prova de tolerância ao esforço usa-se com frequência como controlo em pessoas aparentemente saudáveis; por exemplo, antes de começar um programa de exercícios ou numa avaliação para um seguro de vida. Se há muitos resultados falsos positivos, isso pode causar incómodos consideráveis e gastos sanitários. Por isso, muitos especialistas não aprovam o uso sistemático deste exame em indivíduos assintomáticos.
Electrocardiograma ambulatório contínuo
A arritmia e o débito sanguíneo insuficiente para o músculo cardíaco podem verificar-se de forma breve ou imprevisível. Por isso, a detecção destes problemas requer o uso de um registador portátil contínuo do ECG. O doente transporta um pequeno aparelho com alimentação de bateria (monitor Holter) que grava o ECG durante 24 horas seguidas. Enquanto leva o aparelho, anota num diário a hora e o tipo de sintomas. A gravação processa-se através de um computador que analisa a velocidade e a frequência cardíacas, procura alterações na actividade eléctrica que possam indicar um débito sanguíneo insuficiente para o músculo cardíaco e regista cada batimento durante 24 horas. Os sintomas que se apontam no diário são comparados com os que se detectam no ECG.
Caso seja necessário, o ECG é transmitido pelo telefone a um computador do hospital ou do consultório médico para a sua leitura imediata enquanto se manifestam os sintomas. Os dispositivos portáteis sofisticados gravam simultaneamente o ECG e o electroencefalograma (medição da actividade eléctrica cerebral) em doentes com perdas de consciência. Estes registos ajudam a diferenciar entre ataques epilépticos e anomalias do ritmo cardíaco.
Monitor Holter: registos contínuos do ECG
A pessoa leva o pequeno monitor ao ombro. Com os eléctrodos no peito, o monitor regista continuamente a actividade eléctrica do coração.
Estudo electrofisiológico
Os exames electrofisiológicos usam-se para avaliar anomalias graves no ritmo ou na condução eléctrica. Através das veias ou, por vezes, através de artérias, inserem-se pequenos eléctrodos directamente dentro das cavidades cardíacas para registar o ECG e identificar as vias por onde circulam as descargas eléctricas.
Por vezes, provoca-se de maneira intencional um ritmo cardíaco anómalo durante a prova para descobrir se um fármaco é particularmente eficaz para deter a alteração ou se pode ser útil uma operação. Em caso de necessidade, o médico pode fazer com que o coração volte rapidamente ao seu ritmo normal mediante uma breve descarga eléctrica (cardioversão). Apesar de este exame ser invasivo e requerer anestesia, é muito seguro: o risco de morte é de 1 entre 5000 intervenções.
http://www.manualmerck.net/?id=41&cn=610&ss=
Um galo, que procurava no terreiro, alimento para ele e suas galinhas, acaba por encontrar uma pedra preciosa de grande beleza e valor. Mas, depois de observá-la por um instante, comenta desolado:
Se ao invés de mim, teu dono tivesse te encontrado, ele decerto não iria se conter diante de tamanha alegria, e é quase certo que iria te colocar em lugar digno de adoração. No entanto, eu te achei e de nada me serves. Antes disso, preferia ter encontrado um simples grão de milho, ao invés de todas as jóias do Mundo!
A aeronave
Augusto dos Anjos
Cindindo a vastidão do azul profundo,
Sulcando o espaço, devassando a terra,
A aeronave que um mistério encerra
Vai pelo espaço acompanhando o mundo.
E na esteira sem fim da azúlea esfera
Ei-la embalada n’amplidão dos ares,
Fitando o abismo sepulcral dos mares,
Vencendo o azul que ante si s’erguera.
Voa, se eleva em busca do infinito,
É como um despertar de estranho mito,
Auroreando a humana consciência.
Cheia da luz do cintilar de um astro,
Deixa ver na fulgência do seu rastro
A trajetória augusta da ciência.
Evangelho
Mt:5,13-16
13. “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal perde seu sabor, com que se salgará? Não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e pisado pelas pessoas.
14. Vós sois a luz do mundo. Uma cidade construída sobre a montanha não fica escondida.
15. Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma caixa, mas sim no candelabro, onde ela brilha para todos os que estão em casa.
16. Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.


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