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domingo, fevereiro 13, 2011






Cidade do Salvador da Bahia (clique na imagem)
o furo é mais embaixo.








Ciúme precoce
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Fotografando Minas Gerais
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“Rio Vermelho”

Uma grande jornada está por vir. Atravessar o meio-oeste americano com 10 mil cabeças de gado. São os famosos Texas Buckhorn. Mais famoso ainda é o protagonista do filme, John Wayne. Desta feita dirigido por Howard Hawks, o que dá um tom agressivo a ele. Diferente do herói quase mítico de John Ford.

Construindo em quatorze anos um império de gado no Texas, do outro lado do Rio Vermelho, à custa de sete cruzes no cemitério e um número infindável de inimigos, Wayne precisa do dinheiro da venda de seu rebanho. Ele convoca seus peões, seleciona outros tantos e forma um grupo.

Grupo heterogêneo, onde se destacam o seu filho adotivo que rebelde a casa volta, Montgomery Clift. O fiel escudeiro, o cozinheiro Groot Nadine e outro jovem tão hábil como Mont, o John Ireland fazendo o papel de Cherry Valance.

As relações são tempestuosas. Wayne exige o máximo de seus comandados e os expõe acima de seus limites. Talvez ele pudesse ainda aprender com meu ídolo Shakleton, como liderar com braço forte, mas sem chegar à crueldade explícita e tirania implícita.

Os inimigos externos, tais como os comanches são ameaças constantes. Porém a fome, o desconforto e a voz autoritária de Wayne são mais fortes do que tudo. Os homens não agüentam mais, se fosse um navio, eu diria que em breve um motim seria estabelecido.

Rápido no gatilho e impiedoso nas palavras, o inflexível líder, bate de frente com Montgomery. Sua raiva estampada nos olhos é quase verdadeira, para um ator limitado como Wayne, que sempre se serviu mais da estampa e papéis ímpios e impolutos para se destacar. Aqui ele é dúbio.

Num enfrentamento incomum a primeira reviravolta se estabelece. Os rumos do filme e da caravana mudam. E o efeito é muito pior do que a desabalada carreira que um estouro de boiada causou.

Agora não sabem se existe mesmo uma ferrovia no final da trilha e ainda passam a conviver sob o espectro da perseguição que o ferido e raivoso Wayne lhes impõe. Calculam-se os dias do derradeiro encontro.

Para complicar ainda mais o meio-de-campo, surge uma mulher. Determinada, forte, apaixonada. A química é boa, e o sensível rapaz, Matt Garth (Montgomery) finalmente encontra quem o entende. E numa cena que repete o passado afetivo infeliz de Wayne, ela também é deixada por Matt.

O gado chega. A ferrovia existe. O dinheiro é bom. Os contratos estão em ordem. Mas ele vai chegar, espumando. Você começa a rememorar as cenas colossais da travessia pelo deserto, depois a do rio. As noites frias, a chuva. E todos os demais enfrentamentos que aqueles homens se dispuseram a fazer.

Sólido como uma montanha, Wayne atravessa a boiada em direção a Montgomery. Um tiro e um interlocutor cai. E então a exibição de força de ambos, o choque e conflito de gerações, a rivalidade incontida durante anos. A necessidade de o jovem provar que é independente e do velho que ainda manda, explode.

Uma mulher põe fim á tudo. Numa sequência inesquecível e que impressiona até hoje.

O que há de bom: um antagonismo clássico com uma moldura espetacular do velho oeste

O que há de ruim: talvez num gesto ou outro Mont chegue a ser suave demais

O que prestar atenção: o filme tem uns errinhos de continuidade e outros das armas, por exemplo; se o filme é rodado em 1865 eles não poderiam utilizar Winchesters modelo 1892... ou então os Colt 1873 “single action”

A cena do filme: John Wayne desencando Montgomery Clift


Cotação: filme ótimo(@@@@)

João Baptista de Alencastro





Qual é o assunto?

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A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.
Freud



O que podemos fazer

A dificuldade do ser humano em geral e, particularmente, do profissional de saúde em lidar com a morte pode ser trabalhada e melhorada, com isso, pode melhorar qualidade de vida de todos envolvidos na questão; do próprio paciente, dos familiares, do médico e de toda equipe. Inicialmente, é claro, o maior investimento deve ser dirigido ao paciente, deve pretender melhorar o conforto e a qualidade de vida de quem agoniza mas, em seguida, como “a morte é para quem fica”, os familiares e os próprios profissionais envolvidos com o morrer cotidiano, devem ser acudidos. O ser humano, normalmente, recebe alguma preparação antes mesmo de vir ao mundo; o bebê, de uma forma ou de outra, uns mais outros menos, tem sua chegada preparada. Aí então, a criança é preparada para ficar maiorzinha, para entrar na pré-escola, para entrar na escola. Preparam-se, uns mais outros menos, para a adolescência e, na família ou fora dela, para ser jovem, depois adulto. O adulto é preparado, pela própria vida, uns mais outros menos, para a velhice. Mas, raramente alguém é preparado para a morte. Por isso, primeiramente, o profissional de saúde deve preparar-se para lidar com a morte ele próprio, quando esta pode ser uma ocorrência comum no ambiente de trabalho. Além disso, para poder ajudar os outros, deverá conhecer e estudar a Tanatologia; conhecer a reação psicológica da perda de algo (pessoa, situação etc.), saber identificar o luto normal e o patológico e entender como crianças, adolescentes, adultos e velhos reagem à morte e às perdas da vida. (veja os. 5 estágios da morte) Notamos a falta de preparo das equipes de saúde quando existe, no ambiente hospitalar, um temor pela morte como se tratasse de um forte potencial de “contágio”. Esse aspecto temerário e despreparado explica a solidão e a frieza das unidades de terapia intensiva, onde, muitas vezes, os doentes terminais morrem sem a chance de dizer uma última palavra aos que amam e sem estes lhes ofereçam qualquer conforto emocional. Para a formação do médico uteísta, preocupa-se muito em treiná-lo para passar um intracat, a interpretar uma gasometria, um eletrocardiograma ou um exame de fundo-de-olho. Estes são, sem dúvida, requisitos indispensáveis para salvar vidas. Mas, quando tudo isso não for suficiente e o paciente insiste em não reagir, o médico versado nas urgências e emergências não costuma saber mais o que fazer; não sabe segurar a mão agonizante, falar palavras de apoio, conforto e carinho. É claro que, sendo assim, morrer no hospital é muito mais sofrível, dá muito medo. A quase ausência total de auxílio emocional (espiritual) para aqueles que vão morrer não pode ser justificado pelo apego acadêmico à ciência, pois o cuidado afetivo e espiritual é um direito essencial de todo ser humano. Não é, de forma alguma incompatível, que se ensine técnicas da medicina moderna aos jovens médicos que se formam, simultaneamente aos preceitos milenares do humanismo caridoso e fraterno.

http://gballone.sites.uol.com.br/voce/morte2.html





O Galo de Briga e a Águia
Esopo

Dois galos estavam disputando em feroz luta, o direito de comandar o galinheiro de uma chácara. Por fim, um põe o outro para correr e é o vencedor. O Galo derrotado afastou-se e foi se recolher num canto sossegado do galinheiro. O vencedor, voando até o alto de um muro, bateu as asas e exultante cantou com toda sua força. Uma Águia que pairava ali perto, lançou-se sobre ele e com um golpe certeiro levou-o preso em suas poderosas garras. O Galo derrotado saiu do seu canto, e daí em diante reinou absoluto livre de concorrência.




Elomar, o violeiro




Vô cantá no canturi primero

as coisa lá da minha mudernage
qui mi fizero errante e violêro
Eu falo séro e num é vadiage
E pra você qui agora está mi ôvino
Juro inté pelo Santo Minino
Vige Maria qui ôve o qui eu digo
Si fô mintira mi manda um castigo
Apois pro cantadô i violero
Só hái treis coisa nesse mundo vão
Amô, furria, viola, nunca dinhêro
Viola, furria, amô, dinhêro não
Cantadô di trovas i martelo
Di gabinete, lijêra i moirão
Ai cantadô já curri o mundo intêro
Já inté cantei nas portas di um castelo
Dum rei qui si chamava di Juão
Pode acriditá meu companhêro
Dispois di tê cantado u dia intêro
o rei mi disse fica, eu disse não

(REFRÃO)

Si eu tivesse di vivê obrigado
um dia inantes dêsse dia eu morro
Deus feiz os homi e os bicho tudo fôrro
já vi iscrito no Livro Sagrado
qui a vida nessa terra é u'a passage
E cada um leva um fardo pesado
é um insinamento qui
derna a mudernage
eu trago bem dent'do
coração guardado

(REFRÃO)

Tive muita dô di num tê nada
pensano qui êsse mundo é tud'tê
mais só dispois di pená pelas istrada
beleza na pobreza é qui vim vê
vim vê na procissão u Lôvado-seja
i o malassombro das casa abandonada
côro di cego nas porta das igreja
i o êrmo da solidão das istrada

(REFRÃO)

Pispiano tudo du cumêço
eu vô mostrá como faiz o pachola
qui inforca u pescoço da viola
rivira toda moda pelo avêsso
i sem arrepará si é noite ou dia
vai longe cantá o bem da furria
sem um tustão na cuia u cantadô
canta inté morrê o bem do amô




Evangelho
Mt:4,1-11

1. Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser posto à prova pelo diabo.
2. Ele jejuou durante quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome.
3. O tentador aproximou-se e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!”
4. Ele respondeu: “Está escrito: ‘Não se vive somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’”.
5. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo
6. e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, joga-te daqui abaixo! Pois está escrito: ‘Ele dará ordens a seus anjos a teu respeito, e eles te carregarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”.
7. Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não porás à prova o Senhor teu Deus’!”
8. O diabo o levou ainda para uma montanha muito alta. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua riqueza,
9. e lhe disse: “Eu te darei tudo isso, se caíres de joelhos para me adorar”.
10. Jesus lhe disse: “Vai embora, Satanás, pois está escrito: ‘Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele prestarás culto’”.
11. Por fim, o diabo o deixou, e os anjos se aproximaram para servi-lo.



 
Rosso Fiorentino (Giovan Battista di Jacopo)




Nada impede que amanhã possamos estar juntos.
Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB que apóia Dilma, sobre Aécio Neves (PSDB), aspirante a candidato da oposição à sucessão de Dilma.





Colírio domingueiro. Freud, meu cão pastor.
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Um comentário:

  1. Tenho acompanhadoo seu blog e pelo visto continuas um mestre da palavra. Parabéns.

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