Evangelho
Mt:5,1-12
1. Vendo as multidões, Jesus subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se,
2. e ele começou a ensinar:
3. “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
4. Felizes os que choram, porque serão consolados.
5. Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança.
6. Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados.
7. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
8. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.
9. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
10. Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
11. Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim.
12. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus. Pois foi deste modo que perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
Projeto no Ceará reduz taxa de mortalidade infantil
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/
AMOR E TEMPO
Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera !
São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor ?! O mesmo amar é causa de não amar e o ter amado muito, de amar menos.
Padre Antônio Vieira
Certa vez, um jovem Cervo conversava com sua mãe:
- Mãe você é maior que um Lobo. É também mais veloz e possui chifres poderosos para se defender, por que então você tem tanto medo deles?
A Mãe amargamente sorriu e disse:
- Tudo que você falou é a mais pura verdade meu filho, mesmo assim, quando eu escuto um simples ganido de Lobo, me sinto fraca e só penso em correr o mais que puder.
Esopo
Diagnóstico das doenças cardíacas
O diagnóstico de uma cardiopatia costuma estabelecer-se a partir da história clínica e do exame físico. Utilizam-se determinados exames complementares para confirmar o diagnóstico e determinar a gravidade e as consequências da doença, assim como para facilita r a planificação do tratamento.
História clínica e exame físico
Em primeiro lugar, o médico pergunta acerca dos sintomas que sugerem a possibilidade de uma cardiopatia, como dor torácica, insuficiência respiratória, edema dos pés e tornozelos e palpitações. A seguir, regista a presença de outros sintomas, como febre, falta de forças, fadiga, perda de apetite e mal-estar geral, que podem apontar directamente para uma perturbação cardíaca. Depois, pergunta-se ao doente sobre infecções, exposição a produtos químicos, uso de medicamentos, consumo de álcool e tabaco, ambiente familiar e laboral e actividades recreativas. Por último, é necessário saber se algum membro da família teve doenças cardíacas e/ou outras perturbações e se o doente tem alguma doença que possa afectar o sistema cardiovascular.
Durante o exame físico, regista-se o peso e o estado geral e observa-se se existe palidez, suor ou sonolência, dado que são indicadores subtis de uma doença cardíaca. Deve também ter-se em conta o estado de ânimo e a sensação de bem-estar, que podem também encontrar-se afectados por uma cardiopatia.
É importante determinar a cor da pele, dado que a palidez ou a cianose (uma coloração azulada) indicam anemia ou escasso débito sanguíneo. Estas características revelam que a pele recebe uma quantidade insuficiente de oxigénio através do sangue por causa de uma perturbação pulmonar, de uma disfunção cardíaca ou de problemas circulatórios de índole diferente.
Palpa-se o pulso nas artérias do pescoço, por debaixo dos braços, nos cotovelos e nos pulsos, no abdómen, nas ínguas, por detrás dos joelhos e nos tornozelos e nos pés, para se assegurar de que o fluxo de sangue é adequado e simétrico em ambos os lados do corpo. Controla-se também a pressão arterial e a temperatura corporal; qualquer anormalidade pode sugerir uma cardiopatia.
É importante examinar as veias do pescoço, já que estão directamente ligadas à aurícula direita e dão uma indicação do volume e da pressão do sangue que entra no lado direito do coração. Para esta parte do exame solicita-se ao doente que se deite com a parte superior do corpo elevada num ângulo de 45 graus. Por vezes, o doente poderá sentar-se, pôr-se de pé ou deitar-se.
O médico pressiona com o dedo a pele dos tornozelos e das pernas e, por vezes, a parte inferior das costas, com o objectivo de detectar uma acumulação de líquidos (edema) nos tecidos que se encontram por debaixo da pele.
Usa-se um oftalmoscópio (instrumento que permite examinar o interior do olho) para observar os nervos e os vasos sanguíneos da retina (a membrana sensível à luz que se encontra sobre a superfície interna da parte posterior do olho). Podem encontrar-se anomalias visíveis na retina em caso de hipertensão arterial, diabetes, arteriosclerose e infecções bacterianas das válvulas cardíacas.
O médico observa o tórax para determinar se a frequência e os movimentos respiratórios são normais e depois percute no peito com os dedos para saber se os pulmões estão cheios de ar, o que é normal, ou então se contêm líquido, o que é anormal. A percussão permite também determinar se a membrana que envolve o coração (pericárdio) ou a que cobre os pulmões (pleura) contêm líquido. O fonendoscópio emprega-se para auscultar os sons da respiração e determinar se o débito respiratório é normal ou se há uma obstrução, assim como se os pulmões contêm líquido devido a uma perturbação cardíaca.
O médico coloca a mão sobre o tórax para determinar o tamanho do coração e o tipo e a força das contracções durante cada batimento. Por vezes, um fluxo de sangue anormal e turbulento dentro dos vasos ou entre as cavidades do coração provoca uma vibração que se percebe com as cabeças dos dedos ou com a palma da mão.
É também possível identificar com um fonendoscópio os sons diferentes provocados pela abertura e pelo encerramento das válvulas cardíacas (auscultação). As anomalias nas válvulas e outras partes do coração criam turbulências na circulação sanguínea que geram sons característicos denominados sopros cardíacos.
Um fluxo sanguíneo turbulento aparece geralmente quando o sangue passa pelas válvulas estreitas ou que não fechem bem.
Nem todas as doenças cardíacas provocam sopros e nem todos os sopros indicam uma perturbação. Geralmente, as mulheres grávidas têm sopros cardíacos pelo aumento anormal da velocidade do fluxo de sangue. Estes sopros inofensivos são também frequentes em crianças pequenas e nos idosos devido à rapidez com que o sangue atravessa as pequenas estruturas do coração. À medida que as paredes dos vasos, as válvulas e outros tecidos vão amadurecendo com o envelhecimento, o fluxo sanguíneo pode tornar-se turbulento, embora não exista uma doença cardíaca prévia grave.
Colocando o fonendoscópio sobre as artérias e as veias em qualquer lugar do corpo, podem-se detectar sinais de fluxo turbulento, chamados sopros, provocados por um estreitamento dos vasos ou por comunicações anormais entre eles.
Por último, examina-se o abdómen para determinar se o fígado aumentou de volume devido a uma acumulação de sangue nas principais veias que conduzem ao coração. Uma dilatação anormal do abdómen, devida a retenção de líquidos, pode indicar uma insuficiência cardíaca. Examina-se também o pulso e o diâmetro da aorta abdominal.
http://www.manualmerck.net/?id=41&cn=609&ss=
Cinema “O Poderoso Chefão: Parte III”
O que mais impressiona é o envelhecimento de Al Pacino. O primeiro filme é de 1972 e a sequência quase que imediata; somente dois anos de diferença. Contudo desta feita, estamos em 1990, fazendo as contas, passaram-se quase 20 anos da estréia. O impacto é o mesmo e o público, não. Nesta época as pessoas tinham dificuldades em ver um filme datado e a maioria somente o fazia, via TV. E por incrível que pareça, muitos não viram os dois filmes que o precederam. Estamos diante de um claro enigma. O que virá?
A postura de Michael mudou, tenta ser conciliador -coisa que nunca foi- diplomata e até justo. Al Pacino anda encarquilhado, como se o peso dos assassinatos o perturbasse, apesar de sabermos que somente uma morte ele carrega consigo, a de Fredo; seu irmão. Cabelos grisalhos, filhos crescidos, inimigos espalhados por todo o mundo, sem uma companheira. Só o dinheiro e a fama de gangster permanecem ao seu lado.
Ele que corrompe a tudo e a todos, agora tenta lavar o dinheiro e ter somente relações econômicas lícitas, evitando mortes desnecessárias. Isso causa um constrangimento e inveja colossais nos outros Dons. Que são inflamados por Joey Zaza, um selvagem mafioso.
As duas cenas iniciais; onde recebe uma comenda vindo diretamente do Vaticano - na bela igreja de São Patrício - e a festinha, na qual nos é apresentado o filho bastardo de Sonny, o Vincent “Vinnie” Mancini, resumem o filme. Família versus o poder.
Este – Vincent - flerta abertamente com a sua prima, Mary Corleone. E esta demora a perceber que o seu papel como líder da Fundação Corleone - braço filantrópico do monstro mafioso – é apenas uma maneira de mudar a visão que o público tem de seu pai. De chefão para benfeitor. E o outro filho é músico, e distante do pai.
O julgamento de Michael – ele é acusado de ser um criminoso, assassino, contrabandista, narcotraficante - possui uma série de diálogos poderosos, e uma impactante cena do velho soldado que vê chegar o seu irmão, direto da Sicília. Mas Michael ainda não sabe quem o está traindo, qual é o sujeito que está por detrás de todas as animosidades que surgem.
Vincent é chamado para trabalhar com Michael e sua disputa contra o também ascendente Joey Zaza mantém a parte de violência da trilogia. Não obstante as cenas da primeira emboscada a Vincent e depois a vendetta dele no desfile, em plena festividade em Little Italy; o que seduz neste filme é o nível de envolvimento da máfia com a sociedade produtiva.
Michael tem inúmeros políticos em suas mãos, magistrados e agora clero. Ou seja, ele domina a tríade de uma sociedade: o padre, o prefeito e o juiz. A ordem de São Sebastião é uma condecoração ambicionada por muita gente. E os negócios com o Banco do Vaticano (lembram-se do escândalo do Banco Ambrosiano?) ligitima qualquer um... O que falta?
Resta descobrir qual é o verdadeiro “capo di capi”, que bola o ataque de helicóptero as famílias reunidas e que está envolvido até no premeditado assassinato do Papa Paulo VI e seu provável sucesso, Papa João Paulo I. Vejam em que nível Michael chegou. Infiltra-se numa das mais seculares estruturas do mundo ocidental, a igreja!
Chego a arrepiar ao ver a primeira fraquejada de Michael, quando ele confessa com o futuro papa. Sei que tudo acontecerá de forma rápida e simultânea na apresentação de Anthony-Vito Corleone, em Palermo. Sua escolha de tema não poderia ser melhor: Pietro Mascagni; Cavelleria Rusticana.
Um velho matador é contratado em Montelebre, o Mosca. Seu estilo é seco e direto, nada o impede. Cada morte que sucede, as encomendadas por Michael e o fatal disparo do assassino profissional, você fica abismado ao ver a fragilidade das pessoas e como elas estão expostas. A mais criativa é a de Don Luchesi, a proximidade e a arma improvisada. E logicamente que alguém do clã Corleone cai ao chão depois do tirambaço nas escadarias.
Termina uma saga, começa uma lenda. Três filmes do mesmo nível, com histórias longas que podem ser assistidas separadamente ou juntas. Sugiram que o façam das duas maneiras. Para mim, a trilogia mais gradiloquente e sólida da história do cinema.
O que há de bom: o elenco que se mantém e a atualidade do tema, bandidos e gente dita “digna” envolvidos quase que simbioticamente
O que há de ruim: Sofia Coppola não tem charme, nem beleza, nem carisma, nem nada, para viver a filha do Poderoso Chefão
O que prestar atenção: o diretor F. Ford Coppola é pai de Sofia e tio do Nicolas Cage (este até foi sondado para fazer o papel de Vicent, que Andy Garcia está magnífico) e não precisava colocar a Sofia nos três filmes, no primeiro ela é a sobrinha de Michael no batismo, e no segundo ela faz uma pequena imigrante que está ao lado de Vito, ao chegar à ilha Ellis, o nepotismo de atores é grande pois a Connie é irmã do diretor e tem outros mais...
A cena do filme: os assassinatos múltiplos que culminam no grito de perda irreparável de Michael
Cotação: filme ótimo(@@@@)
JB Alencastro by COBRA
domingo, janeiro 30, 2011
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