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terça-feira, junho 01, 2010

Esquizofrenia

ESQUIZOFRENIA

Psicoterapia
A psicoterapia envolve um encontro regular entre o paciente e um profissional de saúde mental, geralmente um psicólogo ou psiquiatra. Esses encontros, ou sessões, podem abordar problemas atuais ou passados, pensamentos, idéias, sentimentos, relações e vivências. Através do compartilhamento destas experiências com o terapeuta – de falar sobre seu mundo com alguém de fora – as pessoas com esquizofrenia podem gradualmente entender mais sobre si próprias e seus problemas. Também podem aprender a discernir aquilo que é real do que não é real. Estudos recentes indicam que a psicoterapia de suporte, bem como as abordagens cognitivo-comportamentais que ajudam o paciente a conviver melhor com a doença e a desenvolver recursos para a resolução de problemas e dificuldades, podem trazer benefícios para as pessoas com esquizofrenia. Entretanto, a psicoterapia não substitui a medicação; é uma abordagem coadjuvante, que funciona melhor se os sintomas psicóticos estiverem controlados pela medicação e o acompanhamento médico regular.

Apoio e Orientação Familiar

As pessoas com esquizofrenia comumente vivem com seus familiares, sendo estes os principais responsáveis por seus cuidados no longo prazo. Por essa razão, é importante que os familiares entendam o que é a esquizofrenia, compreendam as dificuldades e problemas causados pela doença e pelo processo de tratamento. Os familiares precisam receber apoio para que possam desenvolver estratégias para minimizar crises e recaídas, e para lidar com o próprio sofrimento. Grupos “Psicoeducativos”, coordenados por profissionais (em geral assistentes sociais, terapeutas de família ou psicólogos), têm-se mostrado uma intervenção útil para ajudar as famílias a desenvolverem estratégias e recursos para lidar com a doença. Essa modalidade de atendimento é ainda pouco desenvolvida nos serviços de tratamento existentes no Brasil, mas as evidências de que são importantes para uma melhor evolução do tratamento devem contribuir para que sejam oferecidos mais amplamente, tanto nos serviços de atendimento da rede pública como na clínica privada.

Grupos da auto-ajuda ou de ajuda mútua
Grupos de apoio e de ajuda mútua estão se tornando cada vez mais comuns. Embora não sejam coordenados por um terapeuta, esses grupos costumam ser terapêuticos porque os participantes encontram apoio e conforto em saber que não estão sozinhos nos problemas que enfrentam. Estes grupos são usualmente coordenados pelos próprios integrantes (portadores ou familiares) e constituem espaços úteis de troca de informações, de compartilhamento de conhecimento e experiências, e de fortalecimento para lidar com a convivência diária em casa. Ajudam a diminuir o isolamento dos familiares, facilitam a circulação de informações sobre serviços de tratamento e de recursos da comunidade. Grupos de ajuda mútua podem também servir a outras importantes funções. Trabalhando juntas, as famílias podem exercer a defesa de direitos e demandar melhores condições de tratamento, serviços na comunidade e benefícios da lei. Ao atuar em grupo, tanto portadores como familiares podem contribuir para diminuir o estigma e levar ao conhecimento do público a desatenção, abusos e a discriminação contra os portadores de transtornos mentais.
Os grupos e associações que estão se formando serão cada vez mais ativos e proverão informação e apoio aos portadores e familiares, e para isso precisam da participação de todos.
http://www.abpcomunidade.org.br/informese/exibir/?id=

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