sábado, outubro 31, 2026

REMANSO

REMANSO

Charles Fonseca


Não sou seixo à margem paralítico

Nem pedra no eito abissal,

Sou barcaça em diagonal,

Vago eu ao porto teu aflito.


O fraco farol do pirilampo

Lambe em luz as trevas do pernoite.

Busco a aurora, fujo eu da noite,

Aporto minha nau em ti remanso.

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