terça-feira, outubro 27, 2026

ARANHA. Charles Fonseca

ARANHA

Charles Fonseca


A aranha desfaz-se em teia,

O poeta refaz-se em versos

De desejo, de novos amplexos

Na amada que enlaça e beija.


A teia da amada lhe é cama

Seu corpo centra o que é real.

Versos tateia, palpa ao final,

Enroscam-se a sós, crepitam chamas.

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