ARANHA
Charles Fonseca
A aranha desfaz-se em teia,
O poeta refaz-se em versos
De desejo, de novos amplexos
Na amada que enlaça e beija.
A teia da amada lhe é cama
Seu corpo centra o que é real.
Versos tateia, palpa ao final,
Enroscam-se a sós, crepitam chamas.

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