Charles Fonseca
sexta-feira, setembro 04, 2026
Tocou no meu emocional. Fazenda Mansão. Desta não havia a não ser casa de palha. Depois casa de taipa. Coberta por telhas. Depois rebocada... Ali meu pai vivia o sonho de mãe deserdada. Fugiu com meu avô. Uma nova Mansão. Meus irmãos ali passaram férias. Ficávamos na casa do velho Elói. A única cada que dispunha de água naquela imensidão da caatinga. Uma poça d'água permanente. Afora isto as cabaças da raiz dos imbuzeiros. De manhã leite da vaquinha mirrada no prato com farinha. E íamos para a nossa fazenda. Embornal, farinha e sal. Espingarda de socar. Apito para atrair rolinha, nambu e juriti. E a plantação de melancia. De abóbora. De mamona. Esta vendida ao dono do armazém. A filha desta namorei em Salvador. Fiz a bobagem de terminar com ela. Uma poetisa. Neuza.
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