Era no tempo da adolescência. A vaidade à flor da pele. Na igreja evangélica concurso eventual de conhecimento bíblico. E eu lia os livros sagrados. Domingo de manhã Alírio Roló era o professor que ficava à frente do grupo. Geralmente eu ganhava o primeiro lugar. E Narciso a si olhava. E Alírio sorria. Mas o professor era namorador. Correu a boca miúda que ele teria feito mal a uma virgem. Que horror! A hipocrisia, o disse me disse. Nunca mais vimos Alírio. Ah ele havia colhido um lírio. E entrou no seu lugar outro professor. Muito risonho também. Tão amigo de uma irmã em Cristo que fugiu com ela para São Paulo. Toda sexta-feira à noite eu pregava o Evangelho na porta de sua Loja Quadros na praça da feira. Os roceiros com seus panacuns, também chamados de caçuás com suas hortaliças, verduras, etc. para vender no dia seguinte na feira. E eu pregava sobre a graça. A de Cristo. O matuto escutava. A seguir o grupo de adolescentes cantava um hino. E íamos embora. E Jequié dormia.
quarta-feira, novembro 20, 2024
E JEQUIÉ DORMIA
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