Tenho uma relação especial com moradias.
A de Ibicuí onde tinha medo da chamada privada. Onde enterrei no quintal a cabeça de uma galinha e fiquei acompanhando a evolução.
Em Jequié onde virei plantador de hortaliças e plantas ornamentais adubadas com estrume de vaca. Ou do mamoeiro atacado por uma praga e acompanhei o mesmo até seus últimos dias.
Já em Vitória da Conquista uma morada em que o fundo do quintal tinha por parede o muro do cemitério.
Em Salvador onde por curto período abriguei minha avó até que fui morar em Camaçari numa casa onde vinham até minha janela as filhas do delegado de polícia da cidade. Voltei pra Salvador onde morei num apartamento chic com a família de origem. Aí meu pai me flagrou dando um amasso nos peitinhos de uma amiguinha. Nem é bom lembrar o apertamento que moramos na Avenida Sete de Setembro. No Areial de Baixo num AP com vista maravilhosa para a Baía de Todos os Santos.
Depois, amigos, na Avenida Centenário onde fui síndico de edifício. Nunca mais caio noutra. Embora tenha construído a guarita e posto grades na entrada dele. Saí prestigiado.
Sozinho no Edifício Morada do Sol Nascente por oito meses vi os mais belos por do sol de que tenha lembrança.
Aqui viro a página. E encerro. Não é hora de mexer num passado tumultuado. Depois eu volto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário