Vês estas mãos carcomidas
muita vez te foi amparo
tu bebê deu-te comida
em seu colo agasalho
este olhar já macilento
tanta vez foi tão vivaz
estes braços a ti capaz
protegeu-te ao relento
tu sozinho sem ajuda
ainda imberbe ou botão mamário
a surgir qual flor protrusa
te livrou mundo Calvário
agora é hora do adeus
a cada dia um carinho
dá a ele foi teu ninho
um dia vais ganhar dos teus

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