ANACRUSE
“Em sua mais recente coletânea
ele retoma os mesmos velhos temas,
e vê-lo equacionar esses problemas
gera uma admiração que é momentânea
e é só no plano intelectual —
pois o que temos é uma poesia
bem calculista, sarcástica, fria,
pobre em imagens, pouco musical,
presa ao prosaico; uma poesia chã,
indiferente ao que é sublime e nobre,
imune ao visceral, ao sentimento,
isenta de passado e de amanhã —
em suma, uma poesia rala e pobre,
que espelha a mesquinhez do nosso tempo.”

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