JOVEM RUIVA COM VESTIDO DE NOITE
Um incêndio atraiu
os meus cabelos em desalinho.
Emaranhou-os em estrelas luzentes,
porque vou ao teu encontro.
“O verão começa nos teus braços nus”,
me dirás, na margem mais proibida da noite.
Ai, o rubor do rosto a desvendar
a secreta inocência dos devaneios!
Ai, o lento bailado nas sombras
da madrugada!
Ai, o mel e o néctar na seda de meus seios!
“O verão começa nos teus braços nus”,
repetirás pela manhã.

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