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segunda-feira, fevereiro 13, 2023

O POLO. Charles Fonseca

era tudo sol, agreste, ermo

coelhos, cobras, pássaros 

e aragem, nenhum pasto

papa-capim, bem-te-vis, desterro


um barracão sonolento

mil novecentos sessenta e oito

empregados absortos 

o riacho Bandeira correndo 


antes mil novecentos e sessenta e dois

aqui diziam será o Polo

seis anos à espera no colo

no peito o que virá depois?


quantos seriam, cento e oitenta 

diziam, era menos,

o disse me disse somenos

um soninho modorrento


após almoço banho no riacho

a canicula a calcinar a terra

umbuzeiro à espera

de um namorico abaixo


assim o vi, veio a ordem

começar a Obra, demitir metade

só uns oito saíram tarde

agora é trabalho, agora o Polo.

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