SALMA
Charles Fonseca
Pudica. Gordinha. Protestante de antigamente. Eu no segundo ano de medicina. Família morava em Vitória da Conquista. Seria um bom partido. A provável futura sogra viúva cuidava que a filha não se aventurasse à toa. Me pegou num apertado em frente à sua casa. Quais são suas intenções, perguntou com seriedade. Também sério mas sem muita convicção disse ser ainda cedo para uma decisão. Mas tinha bons propósitos. Convenci. De volta a Salvador mandei uma cartinha terminando o namoro. Era uma paixão, me disse uma irmã passados muitos anos. A dela. Era Salma.

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