domingo, abril 25, 2021
Francisco Petrônio - E O DESTINO DESFOLHOU - PISANDO CORAÇÕES - RAIO DE SOL
O nosso amor traduzia
Felicidade e afeição
Suprema glória que um dia
Tive ao alcance da mão
Mas veio um dia o ciúme
E o nosso amor se acabou
Deixando em tudo o perfume
Da saudade que ficou
Eu te vi a chorar
Vi teu pranto em segredo, correr
E parti a cantar, sem pensar que doía esquecer
Mas depois, veio a dor
Sofro tanto e essa valsa não diz
Meu amor, de nós dois
Eu não sei qual é o mais infeliz
Os nossos olhos choraram
O nosso idílio morreu
Os nossos lábios murcharam
Porque a renúncia doeu
Desfeito o ninho, a saudade
Humilde e quieta ficou
Mostrando a felicidade que o destino desfolhou
Eu te vi a chorar
Vi teu pranto em segredo, correr
E parti a cantar, sem pensar que doía esquecer
Mas depois, veio a dor
Sofro tanto e essa valsa não diz
Meu amor, de nós dois
Eu não sei qual é o mais infeliz
Quando eu te vi,
Naquela noite enluarada,
Minha impressão,
Era que fosses uma fada,
Fugida do seu reinado,
Vinda de um mundo encantado,
Agora sei que a hipocrisia,
É o sortilégio,
Que afivelas, como máscara,
Ao teu rosto,
E que o teu sorriso encantador,
É taça de veneno, em formato de flor.
Tua passaste a vida a sorrir,
Pisando corações,
Indiferente, a rir,
Agora voltarás,
E então, hás de sofrer,
Por tudo o que fizeste,
Os outros, padecer.
És um raio de sol em meus dias sem luz
um lampejo de amor e de paz
que meus passos nas trevas conduz
És um raio de sol de suave calor
que raiou no inverno dos dias meus
onde eu encontrei teu amor.
Qual um trigal em flor no campo a ondular
os teus cabelos loiros deu-me a sensação
das ondas sobre o mar, a brilhar na luz do sol
aonde naufragou todo o meu coração
Quando a desilusão minou todo meu ser
e o céu de meu viver de luto escureceu
surgiste para mim como o sol no amanhecer
de novo devolveu-me o prazer de viver.
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