PACIÊNCIA
Charles Fonseca
perdi um poema e choro
dentre milhar até mais
trágico, falava de paz,
de pás para amor inglório
a cena um negro muro
de igreja onde Catarina
Paraguaçu repousa ainda
à espera ao lado de cruz
este escriba e sua amada
dela a ouvir tanta dor
em verbo, ai, Nosso Senhor,
em pás a cal em camadas
talvez a Providência
levou embora o poema
amargo, sobrou só o tema
a mais a virtude Paciência

Nenhum comentário:
Postar um comentário