terça-feira, janeiro 23, 2018

Provérbios, 24

"Provérbios, 24 1.Não invejes os maus, nem desejes estar com eles, 2.porque seus corações maquinam a violência e seus lábios só proclamam a iniqüidade. 3.É com sabedoria que se constrói a casa, pela prudência ela se consolida. 4.Pela ciência enchem-se os celeiros de todo bem precioso e agradável. 5.O sábio é um homem forte, o douto é cheio de vigor. 6.É com a prudência que empreenderás a guerra e a vitória depende de grande número de conselheiros. 7.A sabedoria é por demais sublime para o tolo; à porta da cidade, ele não abre a boca. 8.Quem medita fazer o mal, é chamado mestre intrigante. 9.O desígnio da loucura é o pecado; e detrator é terror para os outros. 10.Se te deixas abater no dia da adversidade, minguada é a tua força. 11.Livra os que foram entregues à morte, salva os que cambaleiam indo para o massacre. 12.Se disseres: Mas, não o sabia! Aquele que pesa os corações não o verá? Aquele que vigia tua alma não o saberá? E não retribuirá a cada qual segundo seu procedimento? 13.Meu filho, come mel, pois é bom; um favo de mel é doce para teu paladar. 14.Sabe, pois, que assim será a sabedoria para tua alma. Se tu a encontrares, haverá para ti um bom futuro e tua esperança não será frustrada. 15.Não conspires, ó ímpio, contra a casa do justo, não destruas sua habitação! 16.Porque o justo cai sete vezes, mas ergue-se, enquanto os ímpios desfalecem na desgraça. 17.Não te alegres, se teu inimigo cair, se tropeçar, que não se rejubile teu coração, 18.para não suceder que o Senhor o veja, e isto lhe desagrade, e tire de cima dele sua ira. 19.Não te indignes à vista dos maus, não invejes os ímpios, 20.porque para o mal não há futuro e o luzeiro dos ímpios extinguir-se-á. 21.Meu filho, teme o Senhor e o rei, não te mistures com os sediciosos, 22.porque, de repente, surgirá sua desgraça. Quem conhece a destruição de uns e de outros? 23.O que segue é ainda dos sábios: Não é bom mostrar-se parcial no julgamento. 24.Ao que diz ao culpado: Tu és inocente, os povos o amaldiçoarão, as nações o abominarão. 25.Aqueles que sabem repreender são louvados, sobre eles cai uma chuva de bênçãos. 26.Dá um beijo nos lábios aquele que responde com sinceridade. 27.Cuida da tua tarefa de fora, aplica-te ao teu campo e depois edificarás tua habitação. 28.Não sejas testemunha inconsiderada contra teu próximo. Queres, acaso, que teus lábios te enganem? 29.Não digas: Far-lhe-ei o que me fez, pagarei a este homem segundo seus atos. 30.Perto da terra do preguiçoso eu passei, junto à vinha de um homem insensato: 31.eis que, por toda a parte, cresciam abrolhos, urtigas cobriam o solo, o muro de pedra estava por terra. 32.Vendo isso, refleti; daquilo que havia visto, tirei esta lição: 33.um pouco de sono, um pouco de torpor, um pouco cruzando as mãos para descansar 34.e virá a indigência como um vagabundo, a miséria como um homem armado!"