terça-feira, julho 12, 2016

Sobras. Charles Fonseca. Poesia

SOBRAS
Charles Fonseca

Agora restam as mágoas
Do que de mim veio à tona
Tão meu sem nem u'a broma
Só teu à flor das águas

De um amar encapelado
Dos remansos da paixão
Aragens da ilusão
Saudades do nós coitado

Acoitado me recolho
Do amar-te peito aberto
Nos esconsos do incerto
Que pena, sobram restolhos.