sexta-feira, junho 16, 2017

Na valsa da solidão. Charles Fonseca. Poesia

NA VALSA DA SOLIDÃO
Charles Fonseca

Ai, em mim quanta tristeza,
Ver teu rosto sempre rindo
Falsamente e eu me indo
De roldão na tua esperteza

Eu girando qual pião
Amarrando-me aos teus pés
Tu sorrindo eu ao revés
Amando volteio em vão.

Tal qual uma carapeta
Na valsa da solidão
Gira o mundo de roldão
Alegria em tristeza

Tua mentira é verdade
Rastejas no amar profundo
Teu céu é só o teu mundo
No templo da falsidade

No entanto quero amar-te
Não mais ver-me eu em trilha
Da ilusão que suplicia
Ante todos e eu sou parte.