quarta-feira, maio 31, 2017

A canoa. Charles Fonseca

A CANOA
Charles Fonseca

Por onde foi essa canoa que agora descansa sobre a areia, ninguém sabe. Quanta água sob ela, quanto drama sobre a mesma! Ah, mares por que escondes tanto riso tantos amares! Oh céus quanta bruma não só barcos quanto escunas, cobristes de sombras, chorares! Oh ares, virações, brisa suave, emoções no silêncio tu levaste! Quanta terra sob ti, mares bravios, escondes sob as águas, quanto o que foi sorrir, fingindo só foram mágoas!