quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Mansão. Charles Fonseca. Prosa

MANSÃO
Charles Fonseca

Adolescente, já ajudei a construir uma casa de taipa, janela e portas abertas, coberta de sapé, fogueira na porta para espantar a onça suçuarana. Não faltava maxixe, quiabo, jiló, abóbora, umbu. Se faltava água, era retirada de umas cabaças que existem cheias dela na raiz do umbuzeiro. De súbito, uma espingarda dispara. Um irmão mais novo 6 anos acidentalmente foi o autor da façanha. Uns furinhos de caroços de chumbo saídos lerdamente da espingarda de socar com bucha de sisal, penetraram no solo. Pasmo, meu pai recolheu a mesma e deu uma aula conjunta de artilharia em plena caatinga no centro da Bahia. Foi na Fazenda Mansão, de sua propriedade, por doação de um prático em odontologia. O Dr. Araujo, muito conceituado, nas terras dos Maracás.