quarta-feira, janeiro 11, 2017

O que prejudica o Brasil. Marcelo Ferreira Caixeta

Prejudica o Brasil você achar que a Lava-Jato irá salvá-lo. Muito menos militares, políticos, policiais, economistas, funcionários públicos, etc. É você. É o pequeno empresário. São os que ficam calados.
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Não é o Governo que vai resolver os nossos problemas (aí inclusos os políticos, militares, juízes, policiais, promotores, fiscais, auditores, economistas, tecnocratas, etc).
A afirmação acima decorre de um simples princípio: ninguém , em sã consciência, dá tiro no pé. Como é que alguém do Governo irá resolver o grande problema do país se o grande problema do país é justamente..... o Governo?? Alguém irá dizer que seu trabalho é prejudicial, suas funções são deletérias, suas benesses são custosas à população? É claro que não; o que a gente vê e ouve, todos os dias, na mídia paga ou manipulada, é justamente o contrário: “auditores fiscais são vitais”, “justiça do trabalho é imprescindível”, “Lava-Jato é fundamental”, “militares são heróis”, “equipe econômica é o “dream-team”, “médicos precisam de carreira de Estado”, e por aí vai. Todos querem se justificar, todos querem se locupletar... Até políticos muito honestos, sem muita visão deste conjunto, irão dar um tiro no pé, e mais um tiro na nação. Por exemplo, um político muito honesto, muito cônscio de suas funções populares, pode, muito bem, denunciar o conúbio que se instalou no Brasil entre o Estado e o Grande Capital. Aparentemente está sendo um heroi, e pode até ser morto por causa disso, ou ainda , perseguido e cassado por seus pares de tribuna. Isso porque o conúbio, a máfia , “Estado-Grandes Finanças”, é poderosíssima, e extremamente arraigada. Mas suponhamos que tal político, ou tal “salvador da pátria” (grande parte se diz, inclusiva, “apolítica”, ou seja, “não-política” ), consiga desbancar os grades empresários do Governo, do Estado. O que irão colocar no lugar? Os proletários, para logo serem também cooptados, dominados, por um “ditador” do tipo Fidel, ou um populista do tipo Lula? Proletários vingativos, que são os que se interessam por poder, são os seres mais destrutivos do mundo : dizem que querem a igualdade, mas o que querem mesmo é que “ninguém trabalhe mais que eles”, que ninguém seja mais initeligente, empreendedor, do que eles. Ou seja, como se vê em amplas áreas do serviço público hoje, sobretudo aqueles dominados pelo esquerdismo, o lema é “não fazer nada e usar de todas as forças para combater quem faz”. O “igualitarismo” do proletariado nada mais é do que um disfarce para a anulação da criatividade humana. Os cubanos não estão todos aparentemente felizes num país caindo aos pedaços, casas e carros caindo aos pedaços ? Pobres, paupérrimos, mas “todos iguais” ? Pois é, esta é a saída oferecida para os “mais bem-intencionados” dentro do âmbito do Governo ; imaginem então qual seria a saída apontada pelos “menos bem-intencionados”... Mas o povo não tem muito alcance cognitivo-visionário para enxergar isso : se um político começa a meter o pau em tudo, se um juiz começa a derrubar tudo, o povo logo se encanta. Não notam que “destruir” não é caminho para nada ; a questão construtiva é : “o que propõem para tirar o Estado da imoralidade ?” Propõem só uma coisa: “mais Estado”, ou seja, mais leis, mais controle sobre o Capital, isto é , mais impostos, mais punições, etc. Ninguém nota que isto são agendas destrutivas, aliás, não é à toa que o país está parado como está... Não deslanchamos enquanto país porque , todos, estamos esperando “soluções advindas de elementos do Estado”, mesmo que sejam os elementos mais honestos e bem-intencionados possíveis. A solução possível nenhum desses “heróis do Estado” propõem , que é justamente “menos Estado”. Eles não vão, evidentemente, apontar a arma para a própria cabeça. Com “menos Estado” tanto o empresário quanto o proletário poderiam ter muito mais espaço para se desenvolverem, para criarem, evoluírem. Com o Estado é o contrário , o empresário tem muito mais espaço para corromper e ser corrompido; o proletário ressentido tem muito mais espaço para desenvolver suas tendências invejosas destrutivas sobre quem quer fazer alguma coisa... Quando tudo isso iria mudar? 1) quando elementos cristãos dentro do Estado começarem a colocar o bem-estar da nação acima do próprio. 2) quando a sociedade seintelectualizar mais e passar a cobrar o desmonte destes mecanismos estatais. 3) quando os empresários, mais evangelizados, passarem a trabalhar apenas pelo valor e pelo gosto do trabalho, e não movidos pela ambição e domínio escravagista. 4) quando os proletários, também mais evoluídos e cristificados, passarem a evoluir por mérito e esforço próprio e não por “derrubar” quem eles acham que os estão “oprimindo”.
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Marcelo Caixeta, médico psiquiatra . Artigos no Diário da Manhã ( impresso.dm.com.br) às terças, sextas,domingos.