sábado, dezembro 24, 2016

Mesura. Charles Fonseca. Prosa

MESURA
Charles Fonseca

Musa? Não, não é. Mas que põe mesa, isso põe. A beleza também à mesa. Esta a minha mesura. Minha musa está em todo lugar, no meu pensamento, nas minhas orações poucas, confesso. Muitas as dela. Admirável. Como pode ser tão espírito num corpo tão gostoso de se ver e por aqui podo a pergunta. Gosto da poda. Fui de vagarinho, pra não espantar a pombinha que não era a do Espírito Santo, nem da Paraíba, nem das Alagoas, muito menos da Bahia, de onde é ela, de onde é ela? Floripa na mente respondo que é mulher dos grotões das Minas Gerais com estágio no Rio de Janeiro e que aportou na Bahia de todos os santos e dos meus não poucos pecados. E que por lá ficou quinze anos como filha de santo à espera deste pai de santo dos mistérios. Oxalá. Tomara. Desejo que assim seja, que continue, até que eu vá pedir a São Pedro abrir a porta pra eu entrar, tenho vaga assegurada, pelo seu superior maior. E se puder, vou ver se subo mais alguns degraus pois que se eu não melhorar mais por aqui no aquém lá no além ela estará, num plano mais elevado mas não custa chegar pertinho dela que é como eu aqui ando a fazer.