sexta-feira, dezembro 02, 2016

Já. Charles Fonseca. Prosa


Charles Fonseca

Ah, os lírios, colírio das margens dos rios, beleza dos pântanos! Ah, o silêncio das aves nas noites de chuva, o choro silente dos saudosos amores, o gozo choramingado, o luto do só! Ah, o riso da criança, o sorriso dos néscios, o dos falsos, o dos gozos eternos! Ai, as dores do bem querer sem resposta, as do quase ser, do quase ter, do quase haver, do não te ver! Ai, a prosa tão fácil, o olhar tão brilhante, quero um instante, agora, te vais?