quarta-feira, novembro 30, 2016

Vero. Charles Fonseca. Poesia

VERO
Charles Fonseca

Como é alva a cútis dela, arminho,
E ela se diz tão branquela, ebúrnea,
E eu à borda, na lamela, hercúlea
A vontade de vê-la nua, carinho,

Faço em versos o que em prosa quero
Premi-la, roçar-me em seu corpo vela
Por mim, minha nossa senhora, quem dera,
Protege-me de enlouquecer laço, vero!