segunda-feira, novembro 28, 2016

Herança. Charles Fonseca. Poesia

HERANÇA
Charles Fonseca

Agora, querer bem só que à distancia
Agora, a mais alguém eu sem ninguém
A mais a querer bem quem sabe alguém
Já vem, eu ser eterno em vacância

Antes, ser querido e fui amado
Chegado, por primeiro fui primícia
Saindo vou-me rindo em letícia
Alegre e com saudade deixo o fado

Meu neto, a minha filha, o meu filho,
Mulher eu te agradeço e por ti peço
Por ti, por tua filha e me despeço
Em mim levo a saudade, o regozijo.