quinta-feira, novembro 17, 2016

A mala. Charles Fonseca. Prosa

A MALA
Charles Fonseca

Resolveu omitir a imagem do artista que de tanto ser e estar deixou de estar entre os que sendo não estão nem aí, nem em lugar algum, são imateriais. Não sendo o que pretende, parece, aparece, sem futuro, perece. Muda, não muda. Querendo ser e não sendo, vai se fazendo como se fora. Não é alma forra. É forrada, de cetim ou brim, é chinfrim. Como ficar braços dados assim? Dizia o Barão dize-me com quem andas e direi se vou contigo. O artista não vai. Apenas está arrumando a mala. Vai para outras galáxias, não fica sob o obscuro de Plutão.