segunda-feira, agosto 22, 2016

Glosa. Charles Fonseca. Poesia

GLOSA
Charles Fonseca

Um amar não confessado grita
Um odiar contra a razão espia
Nas brumas solerte a sós cicia
Verbo perdoar a mais agita

Nossa alma em substância aprova
Nosso ente em dó doente fica
Nosso ser aos poucos agoniza
Sem esse amar tão pio glosa.