quinta-feira, agosto 11, 2016

Fundo. Charles Fonseca. Poesia

FUNDO
Charles Fonseca

Aflora do fundo desejo
Entre pétalas tão rubras
Que a colibris às dúzias
Só a um é dado ensejo

De adentrar nesse vestíbulo
Templo do amor pede a carne
Um sorver mel fim de tarde
Uma carícia eu discípulo

Desta flor sempre aprendo
Um pouco mais, pede ela,
Olho a lua à janela
Já nela afundo, apreendo.