sábado, agosto 20, 2016

Delírio. Charles Fonseca. Poesia

DELÍRIO
Charles Fonseca

Que mamas lindas a camisola
Cobre seios imago beleza
Túrgidas róseas na afoiteza
Todo pedinte quero esmola

De só olhá-las neles dedilho
Beijo, mordisco, todo afã
Sonho, deliro na noite vã
Gemo sem dor descubro espartilho

Qual ventania sopro devasta
Que prenda, que mel, só imagino
Palpá-los suaves, é meu destino,
Acorda, tu, minh’alma vergasta!