domingo, julho 31, 2016

Seca. Charles Fonseca. Poesia

SECA
Charles Fonseca

Há um belo no céu azulado
poeira terra esturricada
morre o borrego encolhe a manada
tristeza n’alma no descampado

Choram as mães e os filhos fogem
buscam socorro terras distantes
noivas guardam grinaldas instantes
pais cansados da espera encolhem

As esperanças clamam aos céus
chuvas copiosas, chuvas de bênçãos,
‘té que a miséria todos a vençam
Voltem filhos qual aves ao léu.