sábado, junho 18, 2016

À deriva. Charles Fonseca. Poesia.

À DERIVA
Charles Fonseca

Onde estarão agora seus amores
Achados em si por tantas certezas,
Perdidas horas sem eles, tristezas
Em mim e neles, será que há dores?

Na alma a falta que não preenche,
No peito o furo que nunca fecha,
Sou barco ao vento que a onda deixa
Sem eles, sem porto, praia, sem leme.